terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Como os judeus se espalharam por mais de 100 países e ainda conseguiram manter vivos valores e tradições.




Os judeus são o único povo que nasceu com o dever divino de habitar uma região do planeta: Canaã (Israel). No entanto, ao longo de seus 4 mil anos de história, eles se tornaram a nação mais cosmopolita do mundo. As comunidades judaicas hoje se espalham em mais de 100 países – do México à Inglaterra, do Cazaquistão à África do Sul, de Cuba ao Japão. Com exceção de Israel, os judeus têm vivido como minorias em todos esses lugares.

“A história judaica é marcada por sucessivas dispersões e diásporas dentro de diásporas”, diz Luis S. Krausz, professor de Literatura Hebraica e Judaica na Universidade de São Paulo (USP). “Essa história começa com a destruição do Templo de Salomão pelo rei Nabucodonosor, no século 6 a.C., quando os judeus foram levados ao cativeiro na Babilônia. E continua até o século 20, com a dispersão e o genocídio dos judeus da Europa.”

Tantas travessias produziram uma diversidade de grupos judaicos que cristalizaram costumes, idiomas e culinárias dos lugares onde viveram. E também contribuíram para enriquecer as culturas locais. Nesta reportagem, vamos viajar pelos momentos mais importantes da saga judaica através das fronteiras.

Babilônia e Império Romano

Os judeus botaram o pé no mundo em 587 a.C., quando o rei babilônio Nabucodonosor invadiu o antigo reino de Judá (ao sul de Israel). O monarca arrasou Jerusalém e mandou parte de seus habitantes para a Babilônia, na Mesopotâmia (hoje Iraque). Mas o que havia sido um degredo imposto à força contribuiu para o florescimento do judaísmo. “Foi durante o exílio que se impôs pela primeira vez a todos os judeus a prática regular de sua religião”, diz o historiador britânico Paul Johnson no livro História dos Judeus.

“Também foi reforçado o ritual da circuncisão, que os distinguia dos pagãos, e o costume do shabat (dia do descanso)”, diz Johnson. Os escribas redigiram as tradições orais e compilaram os pergaminhos vindos do templo destruído. O calendário judaico se aprimorou com a astronomia babilônica e incluiu festas como o Pessach (Páscoa), que recorda a saída dos hebreus da escravidão no Egito. 

Apenas 50 anos depois, em 538 a.C., o rei persa Ciro permitiu a volta dos judeus a Jerusalém e a reconstrução do templo. “Muitos preferiram ficar na Babilônia, que permaneceu como um centro da cultura judaica por 1,5 mil anos”, diz Johnson. Em 63 a.C., uma nova reviravolta. O general Pompeu invadiu a Judeia e a transformou em província do Império Romano. Terminava assim o reino dos Hasmoneus – o último país judeu independente que existiu até a criação do Israel moderno, em 1948.


A tensão culminou com uma rebelião. Em 70, o general romano Tito reprimiu os revoltosos, destruiu o segundo templo e mandou os judeus a uma nova diáspora, que alcançou a Ásia, a Europa e o norte da África. Mas ao contrário dos anos na Babilônia, o exílio nos domínios romanos marcou o início das perseguições. “Os romanos não toleravam o culto judaico a um Deus único nem costumes como oshabat”, diz o historiador francês Gerald Messadié no livro História Geral do Antissemitismo

A situação piorou com a conversão do imperador Constantino ao cristianismo, no século IV. Em 325, o Concílio de Niceia acusou os judeus pela morte de Jesus, o que serviu de base para o mito medieval de que tinham poderes sobrenaturais e eram aliados do diabo. Os judeus foram proibidos de exercer funções públicas, ter empregados e se casar com não judeus. Qualquer semelhança com as Leis de Nuremberg, promulgadas em 1935 pelo nazismo, não é coincidência.


Os Sefaradim

No século 9, a comunidade judaica da Babilônia começou a declinar e muitos rumaram para outros cantos do globo. Parte foi para o norte da África, à região que hoje corresponde a Argélia, Marrocos, Sahara Ocidental e Mauritânia. Lá se assentaram nos domínios de duas tribos muçulmanas: os berberes, que eram exímios guerreiros; e os mouros, mais tolerantes, que se dedicavam ao comércio, ao artesanato e à ciência.

Como os exércitos mouros estavam em franca expansão pela Espanha, os judeus pegaram carona com eles – e ficaram conhecidos como sefaradim (de Sefarad, “Espanha” em hebraico). Produziram uma língua própria, o ladino, impregnando de vocábulos hebraicos o espanhol medieval. A união entre mouros, judeus e ciganos daria origem ao flamenco, que até hoje é tocado e bailado como um hino à liberdade.

Nos demais países muçulmanos, os judeus viviam como cidadãos de segunda classe. Podiam seguire suas crenças nos dhimmis (comunidades protegidas) desde que pagassem impostos. Seu status era superior ao de pagãos e escravos. “No mundo islâmico, os judeus desfrutaram de prosperidade nos séculos 10, 11 e 12. Houve explosões de violência contra eles, mas esporádicas e locais”, diz o historiador britânico Nicholas de Lange em Povo Judeu. Alguns chegavam a ser ministros dos califas. O rabino Maomônides (1135-1204), um grande filósofo da Idade Média, foi o médico dos sultões no Egito.

“No século 13, quando o mundo muçulmano passou a sofrer pressões dos cristãos no oeste e dos mongóis no leste, a condição dos judeus piorou de forma dramática”, diz Lange. “Os líderes islâmicos deram carta branca à intolerância religiosa.” Pior: no século 15, Fernando de Aragão e Isabel de Castela (os reis católicos) se uniram para acabar com o domínio muçulmano no sul da Espanha. A Santa Inquisição queimava judeus como “hereges” e pilhava seus bens.

Em 1492, os reis católicos derrotaram Granada, o último bastião mouro na Península Ibérica. E expulsaram os judeus que não aceitassem a conversão imediata à fé cristã. Os que quiseram praticar o judaísmo de forma aberta emigraram para o Império Otomano, que abrangia a Turquia, o norte da África e o Oriente Médio. “A maioria, cerca de 100 mil, optou pela solução mais fácil: fugir para Portugal”, diz Lange. “Foi uma decisão equivocada. Cinco anos depois, o rei dom Manuel batizou os judeus à força.”

Os convertidos, continuaram sendo alvo de suspeita dos inquisidores. Tanto que ficaram conhecidos como marranos (“porcos”, em espanhol) ou anussim(“forçados”, em hebraico). “Para muitos, a saída foi praticar o judaísmo secretamente, correndo risco de vida”, diz o escritor americano-português Richard Zimler, autor de vários livros sobre o tema. Outros botaram o pé no mundo e se fixaram em todo o arco mediterrâneo, sul da França, Holanda, Inglaterra e norte da Alemanha.


Segundo Johnson, a diáspora sefaradim mobilizou judeus do mundo inteiro. A chegada de refugiados a uma cidade provocava a expulsão dos que lá viviam. “Muitos judeus converteram-se em vendedores ambulantes”, diz. Vem dessa época a lenda antissemita do Judeu Errante o sujeito que teria negado água a Jesus no trajeto até a crucificação e por isso havia sido condenado a uma vida sem rumo. O primeiro gueto da história, em Veneza, data de 1516. Outros cristãos vieram para o Brasil, trabalhar em Minas Gerais ou nos engenhos de Pernambuco. Em 1636, fundaram no Recife a primeira sinagoga das Américas sob a bênção dos holandeses.

Os Ashkenazim

A saga dos sefaradim foi simultânea à de outro importante grupo: os ashkenazim (do hebraico medieval Ashkenaz, “Alemanha”). Eles se assentaram entre a Alemanha e a França, ao longo do Vale do Reno, a partir do século 8, incentivados pelo imperador Carlos Magno. A maioria se dedicava ao artesanato, à fabricação de vinhos e ao comércio – conheciam como poucos as rotas para o Mediterrâneo e o Oriente Médio.

“No século 13, muitos ashkenazim foram para a Polônia atraídos pelas oportunidades econômicas”, diz Lange. “Tinham em suas mãos a maior parte do comércio.” A idade dourada dos ashkenazim acabou em 1648, ao serem alvo de uma rebelião dos cossacos, vindos da Rússia e da Ucrânia, que investiram contra os judeus, matando perto de 100 mil e dizimando 300 comunidades. O antissemitismo tornou a Europa um lugar perigoso. Judeus já haviam sido expulsos da Inglaterra em 1290 e da França em 1306.

“A ausência de um Estado fez com que construíssem sua identidade com base em parâmetros mais religiosos e étnicos do que nacionais ou territoriais”, diz Krausz. Em geral, viviam como estrangeiros, apenas tolerados. Não podiam reivindicar os direitos dos outros cidadãos e pagavam impostos abusivos. Não tinham terras nem participavam de corporações de ofícios, que só aceitavam cristãos. “Restava-lhes o pequeno comércio e a lida com o dinheiro”, diz Krausz. Os ashkenazim chegaram à Lituânia Ucrânia, Moldávia e Rússia. Viviam num vilarejo semi-isolado, o shtetl. Assim como os sefaradim, criaram seu dialeto: o ídiche, que mescla alemão medieval com termos hebraicos e eslavos.

A Emancipação

Quando os ventos da Revolução Francesa sopraram na Europa, os judeus puderam sair do gueto e conquistaram a cidadania. Figuras como Albert Einstein e Sigmund Freud moldaram o pensamento do Ocidente. Mas, se por um lado o século 19 trouxe emancipação, também instigou o nacionalismo. Os modernos Estados-nação acusaram os judeus de não participar da cultura majoritária e, portanto, da identidade nacional.

A Rússia virou palco do pogrom – uma perseguição insuflada pelos czares. Algumas matanças acabaram com shtetls inteiros e motivaram levas de emigrantes para ir para os EUA. A partir de 1880, milhares de ashkenazim retornaram ao ponto de partida, a Palestina. A Inglaterra assumiu o controle da região após a Primeira Guerra e impôs restrições à imigração, apesar de defender um lar nacional para os judeus bem ali, onde Davi havia governado 3 mil anos antes. A imigração aumentou nos anos 30, com o fluxo de judeus que fugiam do nazismo.

Após a criação de Israel, em 1948, judeus foram expulsos de países árabes onde residiam havia séculos. No Egito, que tinha 65 mil judeus em 1937, restaram menos de 100. Na Líbia, nenhum. “Quando meu pai era menino na Polônia, as ruas eram cobertas de pichações dizendo: 'Judeus, vão para a Palestina!', quando voltou, em visita à Europa 50 anos mais tarde, os muros estavam cobertos de pichações dizendo: 'Judeus, saiam da Palestina!'”, recorda o escritor israelense Amós Oz no livro Contra o Fanatismo.



Os muitos judeus
Os sefaradim e os ashkenazim são os principais grupos, mas há outros

Italianos

Vivem na península da Itália desde a destruição do segundo templo, no ano 70. A eles se juntaram sefaradim deportados da Espanha e de Portugal no século 15.

Norte da África

São descendentes dos judeus que se assentaram ali por volta do século 9. Também foram expulsos após a criação de Israel. Na Líbia, por exemplo, não restou um único judeu. No Egito, menos de 100.

Mizrahim

Viveram no Iraque, Síria, Líbano, Egito e outros do Oriente Médio desde a Antiguidade, muito antes da chegada dos sefaradim, com quem são confundidos. Sua fala e seus nomes são árabes. Os do Iraque descendem de cativos que foram levados à Babilônia no século 6 a.C. Foram expulsos após a Independência de Israel, em 1948.

Teimanim

Chegaram ao Iêmen provavelmente no tempo de Salomão. Falam árabe como os mizrahim, mas sua tez é morena-escura e possuem um folclore muito típico. Expulsos após a criação de Israel, restaram cerca de 200 no Iêmen.

Etíopes

Conhecidos como Beta Israel ou falashas, têm origem desconhecida. Teriam chegado lá nos tempos de Salomão ou se convertido ao judaísmo em algum momento posterior. Em vez de hebraico, usavam o ge'ez ou o am'hári como língua religiosa e eram observadores estritos do shabat e da kashrut (lei alimentar). Eram quase 40 mil, viviam em campos de refugiados e foram resgatados por Israel nos anos 80 e 90.

Indianos

O sincretismo do hinduísmo se combinou com a segregação do sistema de castas – que acabou protegendo-os. Os judeus da costa do Malabar viveram muito tempo separados do resto do mundo. Hoje são cerca de 5 mil.

Chineses

Se assentaram em vários locais do país na Idade Média e foram bem tolerados pelo confucionismo. A maior comunidade ficava em Kaifeng, mas foi perdendo suas tradições. Hoje são cerca de 2,5 mil em toda a China.




* Nota: Desde a escolha de Israel, como povo de propriedade de Deus, o inimigo tem sempre procurado destruí-lo. Ele costuma usar dirigentes políticos como Hitler, Nasser, Kaddafi, Yasser Arafat, mas também a imprensa de esquerda. O Holocausto começou com Faraó. Na peregrinação pelo deserto foi o rei Balaque que usou os serviços do renomado adivinho e "vidente" Balaão. Este era uma sumidade no terreno do ocultismo. Balaão deveria amaldiçoar Israel por meio de suas temidas maldições mágicas, o que falhou apesar de diversas tentativas. Contra a vontade de Balaque e Balaão, ao invés de maldição, esse falso profeta teve de pronunciar as mais gloriosas palavras de bênção: "Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem... uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro" (Nm 24.9b e 17a). E é pelas mãos de Deus que também se denomina "Deus de Israel" que a história dos judeus se mantém viva, como um milagre entre as nações.

Texto: Eduardo Szklarz ,Revista História , Ed.119 - Junho 2013 - Pág. 44 a49. 
Nota: de Burkhard Vetsch, com acréscimo de Wilma Rejane

Postado no Blog "A TENDA NA ROCHA" de Wilma Rejane

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017


Adultério: O que significa na Bíblia? Os homens podiam ter mais mulheres?

Provavelmente você já deve ter lido alguma passagem da Bíblia que fala a respeito do adultério. Talvez até saiba um pouco a respeito do que se trata, no entanto, é preciso compreender bem algumas questões do Antigo Testamento e do Novo Testamento para entender como o assunto era entendido na Bíblia pelos homens e como era entendido por Deus. Nesse estudo vamos responder algumas perguntas, tais como: Se adultério era pecado, porque vários homens de Deus tiveram várias esposas? E: Deus aceitava esse comportamento deles?


O que a Bíblia ensina sobre adultério?

O que realmente a Bíblia Sagrada fala sobre o adultério?

(1) O adultério acontece quando existe uma ruptura dentro do relacionamento de unidade do casamento. Essa ruptura acontece por meio da traição de uma das partes, que se relaciona sexualmente com alguém de fora, quebrando a aliança de fidelidade. Esse geralmente é o significado mais básico de adultério. No entanto, era muito comum na antiguidade que homens (numa sociedade machista e sem considerar a vontade de Deus) saíssem com outras mulheres, mas apenas evitassem a penetração sexual como forma de se “evitar” o adultério. Eles entendiam o adultério baseados em suas culturas corrompidas e não baseados naquilo que realmente é diante de Deus.

(2) Talvez pensando nesses casos, Jesus traz uma profundidade nunca antes vista a respeito do que realmente significava adultério diante de Deus: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:28). O simples fato de ser tentado na mente não era pecado, mas quando fantasias sexuais mentais fossem estimuladas com alguém que não era a esposa, Jesus considera como um adultério.

(3) Sabemos que o Antigo Testamento fala muito sobre o adultério, inclusive, um dos dez mandamentos é claro e objetivo sobre ele: “Não adulterarás” (Êxodo 20:14). No entanto, observamos que principalmente os homens das culturas antigas entendiam o adultério de uma forma diferente da que entendemos hoje (principalmente diante da luz dada por Jesus em Mateus 5:28).

Os servos de Deus e o adultério

Por exemplo, observamos Abraão aceitando ter relações com a serva egípcia Agar com o apoio da esposa para que tivessem filhos por meio dela (Gênesis 16:1-4). Observamos também que Davi tinha concubinas (uma espécie de esposa, mas com status inferior ao da esposa oficial): “Todos estes foram filhos de Davi, afora os filhos das concubinas; e Tamar, irmã deles” (1 Crônicas 3:9).Além disso temos o caso excepcional do mulherengo Salomão: “Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração” (1 Reis 11:3). Esse comportamento, porém, não era aceitável diante de Deus, já que mesmo no Antigo Testamento está claro a vontade de Deus de que o casamento fosse entre um homem e uma mulher: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:24) e que os reis não tivessem várias esposas: “Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie; nem multiplicará muito para si prata ou ouro” (Deuteronômio 17:17).

(4) Esses casos de homens considerados servos de Deus, mas que tiveram mais de uma esposa, mostram passagens bíblicas que chamamos de descritivas, ou seja, que descrevem os fatos tais quais como ocorreram e não que o comportamento ali narrado fosse aceitável diante de Deus. Deus não aceitava de forma alguma o adultério. Podemos ver isso nas diversas advertências bíblicas contra o adultério: “O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa” (Provérbios 6:32). Observamos também na lei de Moisés que o adultério era considerado um atentado contra a família e contra a sociedade, ao ponto de Deus estabelecer a pena de morte a quem o praticasse (homem e mulher): “Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera” (Levítico 20:10). Mas, infelizmente, a cultura do “jeitinho” também foi muitas vezes usada para burlar as leis de Deus.

(5) Dessa forma, compreendemos que o adultério é sempre uma ameaça a instituição sagrada criada por Deus, que é a família. Homens e mulheres casados devem sempre cuidar para não cair nesse tipo de laço, seja na mente ou mesmo em ações concretas. Vale lembrar as advertências severas dadas na Bíblia a respeito dos adúlteros: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13:4)

Fonte: Blog Esboçando Idéias 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Você sabe quem era Jezabel?

Jezabel era filha de Etbaal, rei dos sidônios e adorava Baal. Sob a influência dela, o rei Acabe, seu marido, construiu um altar e um templo para Baal. A própria Jezabel dava teto e comida para 850 profetas das religiões pagã.(I Rs 18.19).

Ela foi e é considerada a mulher mais ímpia citada na Bíblia. Ela era arrogante e calculista, premeditava a morte dos profetas do Senhor! O alvo de Jezabel de promover a adoração a Baal, transformou-a numa mulher destrutiva. Seus crimes tornaram-se, ao longo dos anos, algo pessoal.


O profeta Elias, após derrotar os profetas de Baal no monte Carmelo, foi cruelmente perseguido por Jezabel, a ponto de desejar a morte. Com a ajuda de Deus, Elias enfrentou Jezabel, predizendo que ela, Acabe e sua família seriam exterminados. E foram.(2Rs 9.33)!

Nada restou: poder, luxo, dinheiro e família!


Embora Jezabel se vestisse bem e se enfeitasse (2 Rs 9.30), em seu interior ela era feia por causa do ódio. 

Infelizmente, em nossos dias, Jezabel só é mencionada quando querem falar sobre roupas, acessórios e maquiagens... vaidades! Esquecem que o grande erro de Jezabel foi adorar a Baal, perseguir e matar os profetas de Deus.

Com certeza, Jezabel priorizou as coisas mundanas (seus adereços e seu poder) e por conseguinte, esqueceu-se de Deus, uma vez que, se em seu íntimo ela tivesse buscado primeiramente e prioritariamente à Deus, tais atos pecaminosos ela não teria praticado. O problema dela não foi exatamente o lápis que ela usou para colorir os olhos, o batom em sua boca, o pó no rosto nem os enfeites na cabeça (2 Rs 9.30), e sim porque ela não teve um coração voltado pra Deus. 


Dizendo-se profetisa, Jezabel, fazia bruxarias e enganava o povo, induzindo-os a se prostituírem e a comer dos sacrifícios da idolatria. Ela descuidou da sua casa, da sua família.

Jamais, jamais se considere parecida com Jezabel só por dar lugar à vaidade, nem se considere digna da salvação somente por não ter vaidade externa. Sua comunhão com Deus quem determina é o teu coração, e se manifesta através das tuas atitudes para com o teu próximo.

Deus sonda o teu coração e conhece os teus pensamentos.”Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (Sl 103.13-14).


Não diminua o sacrifício de Jesus por nós na cruz do calvário achando que vai se salvar somente por seguir à risca costumes, muitos deles, ultrapassados. A salvação é por fé e não por obras para que ninguém se glorie.”Porque pela graça sois salvos,por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie!” ( Ef 2.8-9). ”Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que Eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor”.(Jr 9.24).

A sua salvação não se resume apenas a uma vida destituída de vaidades, e sim de uma fé inabalável em Cristo Jesus, o qual nos liberta e nos purifica de todo pecado.

 Os exageros também não nos fazem bem, portanto, devemos evitá-los. Tudo nessa vida tem limites! Até a simplicidade pra ser simples tem que ter limites; se não, torna-se bizarra, digna de zombarias.


Mas não posso concordar com certos legalistas. Os legalistas acreditam que por seguirem à risca os costumes denominacionais, não precisam mais converterem-se. É como uma receita pronta: faça isso, faça aquilo, não use isso e não use aquilo que você estará salvo. ”Condutores cegos!Coais mosquitos e engolis um camelo”.(Mt 23.24).

Há coisas maiores com o que se preocupar! Nós seremos salvos é pela graça. Pela graça de Deus!

Graça= favor imerecido!

E a nossa salvação é um processo! Todo dia temos que nos arrependermos de algo e procurarmos fazer algo pela nossa salvação!

Que Deus tenha misericórdia da minha e da tua vida.


Autor: Kézia Souza  |  Divulgação: www.estudosgospel.com.br


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A Alegria de Habacuque



Wilma Rejane

  “Todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação” Hc 3:18

Quando o profeta Habacuque faz esse propósito de viver em alegria, estava a contemplar os campos sem frutos, os currais vazios, o chão árido e  seus irmãos a gemer de fome.  Apenas alguém que vive através da fé pode ser conduzido a esse estado de esperança e ânimo, mesmo em meio às piores circunstâncias.

A alegria da confissão de Habacuque, no grego é “Gil”, sugere “bailar de alegria” ou “saltar”, no original significa: "rodopiar em redor com movimentos intensos”. Foi exatamente isso que fez o Rei Davi em 2 Sm 6:16; "E sucedeu que, entrando a arca do Senhor na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul estava olhando pela janela e viu que Davi ia saltando e girando acrobaticamente..." O Rei estava se alegrando no Senhor.

Alguma vez você foi movido a dançar para o Senhor em meio a um campo devastado? Agradeceu a chuva e a colheita que estaria por vir? Pode ser que alguém o chame de louco por isso, mas foi o que Habacuque ousou fazer.

No Evangelho de João também está escrito: “Abraão alegrou-se por ver o dia do Senhor” Jo 8:56. Ou seja, Abraão dançou intensamente após receber a promessa de um herdeiro que por sinal se chamaria: Isaque ou “riso”: “E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque”. Gn 21:3.  A esterilidade de Sara resultou em riso para o casal.  Mas não foi em vão, foi através da fé . Abraão sorriu em meio à sequidão: - "Sara, vamos ter um filho, ele se chamara riso."


"Sabei, pois que os que são da fé são filhos de Abraão” Gl 3:7.

Sou grata a Deus por todas as vezes que Ele me fez sorrir nas adversidades. Quando pude ouvir a voz suave do Espírito Santo contrastando com o turbilhão de vozes negativas. O mundo é assim, uma marcha solene sob o jugo da escravidão, cuja melodia impõe medo, dúvidas, desilusões e morte. Um a um cambaleia rumo a um destino desprovido de graça.

Mas a voz de Deus nos convida a se alegrar, dançar como Habacuque, Davi  e Abraão embalados pela fé, pela certeza do que olhos, ouvidos e mãos alcançarão trazendo a existência, as coisas que não são como se já fossem Rm 4:17. Que assim seja para você, amado leitor. Que através da fé, possas contemplar as promessas do Deus que ama a todos incondicionalmente e que tem por vontade trazer riso, dança , alegria para nossas vidas,  para glória do Seu nome.

Do Blog "A TENDA NA ROCHA" 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O Arrebatamento da Igreja
Pr. Airton Evangelista da Costa

ARREBATAR SIGNIFICA: Tirar com violência ou força; raptar; arrancar; tirar rapidamente. Portanto, a Igreja será retirada da Terra por meio sobrenatural. Será um milagre de proporções gigantescas porque alcançará todo o planeta. O arrebatamento só será plenamente compreendido quando acontecer. É ainda mistério porque não nos foi revelado nos mínimos detalhes (1 Co 15.51). 
As promessas: “... virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também..." (Jo 14.3); "Venho sem demora. Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa" (Ap 3.11); "Eis que cedo venho!" (Ap 22.12); "E ele enviará ao seus anjos, com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos..."(Mt 24.31; 1 Ts 4.13-18). 
Quando acontecerá: "Porém daquele dia e hora ninguém sabe... Portanto vigiai, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Por isso estais vós também apercebidos, porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis" (Mt 24.35,36, 42-44; 25.1-13). A surpresa será uma das características do arrebatamento.
Como será: Não há palavras com que se possa descrever esse momento de glória e de manifestação do poder de Deus. Será um acontecimento extraordinário e glorioso. "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" (1 Ts 4.13-18). Participarão desse evento: 
1 - O Senhor Jesus: ..."o mesmo Senhor descerá do céu...” (1 Ts 4.16-a).
2 - O arcanjo Miguel: "Nesse tempo se levantará Miguel... livrar-se-á teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro" (Dn 12.1); "e com voz de arcanjo" (1 Ts 4.16-a). O chamamento será ouvido apenas pelos salvos. Outra característica do arrebatamento é que não será percebido, ouvido ou detectado pelo mundo. 
3 - Os mortos em Cristo - Estes serão os primeiros; ressuscitarão em corpos espirituais, gloriosos e incorruptíveis: "Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, é ressuscitado em incorrupção; semeia-se em ignomínia, é ressuscitado em glória; semeia-se em fraqueza, é ressuscitado em poder; semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual" (1 Co 15.40-58).
4 - Os vivos de Cristo - Logo após a ressurreição e arrebatamento dos mortos, os vivos, terão seus corpos transformados e então todos, juntos (mortos ressuscitados e vivos transformados), subirão para o encontro com o senhor Jesus nos ares (1 Co 15.51, 52; 1 Ts 4.17). 
Qual a duração: Será numa rapidez tão grande, que nenhum instrumento poderá medir sua duração. Será na menor fração de tempo possível. A Bíblia diz que será "num momento, num abrir e fechar de olhos" (1 Co 15.52). Nesta passagem, Paulo usou o termo grego átomos que sugere "algo impossível de ser cortado ou dividido". Para Deus tudo é possível. 
Onde será: Não haverá um lugar especial. Os vivos serão arrebatados onde e como estiverem: no trabalho, mesmo que esteja trabalhando debaixo das águas ou debaixo da terra; no meio da rua; dentro de ônibus; fazendo compras; dirigindo veículos; tomando banho; dormindo; pilotando aviões; dentro de elevadores. Não importa a situação em que se encontrem. Importa que sejam lavados e remidos no sangue do Cordeiro. 
As leis naturais do Universo não impedirão a operação do formidável milagre do arrebatamento. Agindo Deus, quem impedirá? A Gravidade - atração exercida pela Terra - não impedirá que os corpos flutuem e voem para o encontro com o Senhor Jesus; a terra não conseguirá reter os corpos dos mortos em Cristo. Nada impedirá a retirada do povo de Deus deste planeta. O encontro da Igreja com Jesus dar-se-á nos ares, acima das nuvens, num lugar não alcançado pelos olhos do mundo. 
Os mortos em Cristo ressuscitarão: Não importa se tenham morrido há dois dias ou há dois mil anos; se tenham sido cremados e suas cinzas espalhadas sobre o mar; se seus corpos tenham ficado retidos a 500 metros de profundidade, na terra ou nas águas. Todos ressuscitarão. Ressuscitar significa a volta à vida do corpo original; o retorno da alma ao corpo físico primitivo. Noutras palavras, ressuscitar significa reviver. O novo corpo será igual ao corpo de Cristo (Fp 3.21; 1 Co 15.35-54; 1 Jo 3.2). Cristo foi o primeiro a ressuscitar: "Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda" (1 Co 15.23). O apóstolo Paulo escreveu, solene: 
"Eis que vos digo um mistério: ... os mortos ressurgirão incorruptíveis, e nós seremos transformados" (1 Co 15.51-54; 1 Ts 4.16-17). Paulo acreditava na volta iminente de Jesus. Por isso, disse que "nem todos dormiremos" (1 Co 15.51), ou seja, nem todos daquela geração passariam pela morte física, mas seriam arrebatados e transformados. 
A ressurreição será literal, ou seja: a alma e o espírito unir-se-ão ao corpo original. Este, porém, será revestido de um corpo espiritual. A regra serve para justos e ímpios: "Não vos maravilheis disto, pois vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz [a voz do Senhor Jesus] e sairão: os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que praticaram o mal, para a ressurreição da condenação" (Jo 5.28-29). A diferença está em que os crentes em Jesus ressuscitarão em corpo glorioso. Esta ressurreição faz parte do contexto da Primeira Ressurreição, que se divide em três fases:
Ressurreição de Cristo e de muitos santos, constituindo estas o primeiro molho de trigo colhido. Significa dizer que Jesus ressuscitou com um grupo, um "feixe", um "molho", "as primícias dos que dormem". A Festa das Primícias, de Levítico 23.10-12, tipificava a ressurreição de Cristo e a dos santos (Mt 27.52; 1 Co 15.20-23). Vejamos essa tipologia: a) A colheita das primícias (os primeiros frutos maduros) de Levítivos 23.10-11, diz respeito ao primeiro molho colhido da Primeira Ressurreição, a de Cristo e dos santos ressuscitados com Ele (Mateus 27.52; 1 Coríntios 15.20); b) A colheita geral aponta para o arrebatamento da igreja (1 Tessalonicense 4.16-170; c) A colheita das espigas caídas (restolho ou sobras) de Levítivos 23.22 tipifica os salvos da Grande Tribulação: os 144 mil judeus de Apocalipse 7.4 e 14.1-4 e os gentios salvos de Apocalipse 7.13-14. Todavia, Jesus continua sendo o primeiro que ressuscitou dentre os mortos, porque a ressurreição dos santos, de que trata Mateus 27.52, deu-se após a dEle (Cl 1.18). 
Ressurreição dos mortos no arrebatamento (1 Ts 4.14-17).
Ressurreição dos "mártires da Grande Tribulação", correspondente ao restolho da ceifa (Ap 6.9-11; 7.9-17; 14.1-5; 20.4-5). 
A Segunda Ressurreição será a dos ímpios e dar-se-á após o Milênio, para que diante do Grande Trono Branco recebam a condenação. Esta é a segunda morte (Ap 20.5-6; 11-15; Hb 4.13). Daí porque devemos fazer parte da primeira ressurreição. 
Os vivos serão transformados: O intervalo entre a ressurreição dos salvos mortos e a transformação dos salvos vivos será o menor possível, ou seja, o menor tempo que se possa imaginar. É o que depreendemos de 1 Co 15.52 e 1 Ts 4.16-17. Primeiro, a ressurreição; logo em seguida, a transformação. E todos seguirão em corpos incorruptíveis para se encontrarem com Jesus muito longe da terra. A transformação de nossos corpos será necessária porque nada impuro entra no céu. Teremos um corpo imortal apropriado às regiões celestiais. O nosso corpo glorioso terá semelhança com o corpo de Cristo, como já dissemos. 
Com o arrebatamento, estaremos livres da ira vindoura; livres da Grande Tribulação e da morte eterna (1 Ts 1.10; 5.1-11; Lc 21.36). A Igreja não conhecerá o Anticristo. Atentemos para as palavras do Senhor Jesus: "Visto que guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da tribulação que há de vir sobre todo o mundo, para provar os que habitam sobre a terra" (Ap 3.10).

A natureza dos corpos ressurretos ou transformados:
Os corpos serão os mesmos, porém transformados (1 Coríntios 15.51-52).
Não estarão sujeitos à decomposição, às enfermidades, às dores, ao cansaço, às fraquezas (1 Co 15.42,43). Não serão onipresentes, mas gloriosos, reais, reconhecíveis e poderosos, como o de Jesus (1 Co 15.43; Mateus 17.2; Ap 1.13-16; Filipenses 3.21; Lucas 24.39; João 20.16,19). Não serão de carne e sangue (1 Co 15.50,51). O corpo do salvo na glória não será um espírito sem corpo, mas um corpo espiritual adequado às regiões celestiais. Nada do que é material e temporal entra na presença de Deus (1 Co 15.44).

Os sinais
Respondendo aos discípulos, Jesus revelou que apareceriam sinais precursores de Sua vinda. Os sinais profetizados por Jesus são os seguintes: falsos Cristos e falsos profetas enganarão a muitos; fomes, pestes, terremotos e guerras entre nações; muitos cristãos serão perseguidos e mortos; aumento da iniqüidade; diminuição do amor entre as pessoas e aumento do ódio (Mt 24.1-14). Em todas as épocas existiram fome, peste, terremotos, guerras e falsos profetas. Existiram e continuarão a existir. Mas, então, como saber quais os sinais indicadores da vinda de Jesus e do fim dos tempos? 
Quando Jesus disse que "todas estas coisas são "o princípio das dores" (Mt 24.8), estava dando a entender que haveria um aumento gradativo da intensidade de tais ocorrências, tal como acontece nas dores de parto. Muitas horas antes de dar à luz, a parturiente passa por um período de dores contínuas e cada vez mais fortes. O apóstolo Paulo disse que "toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora" (Rm 8.22). Entendemos, portanto, que as mazelas da humanidade se intensificam a cada dia, semelhantemente às dores de parto: 
A fome vem aumentando na medida em que os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres. Já tivemos dois grandes conflitos armados - a Primeira Guerra Mundial em 1914/1919; e a Segunda, em 1939/1945. Uma terceira guerra envolvendo as nações nunca foi descartada, embora se saiba que seria uma catástrofe em razão da atual capacidade de destruição pelo uso de armas químicas e atômicas.
A quantidade de terremotos aumenta a cada ano: foram registrados mais de 6.500 terremotos neste século. As estatísticas revelam que os números da violência estão aumentando em todas as áreas e níveis sociais. O Brasil é o exemplo de uma situação caótica. A violência vem em forma de assassinatos, assaltos, chacinas, estupros. A iniqüidade se multiplica: imoralidade, pornografia, liberdade sexual; adultério, drogas, lesbianismo; homossexualismo; desprezo aos valores éticos, morais e cristãos; aumento do número de pessoas envolvidas com o espiritismo em todas as suas formas. Nenhuma dúvida há de que haverá um fim para tudo isso.